Brasil tem elevação em sua nota de crédito pela Moody´s de Baa3 para Baa2 com Perspectiva Positiva

 

O Brasil recebeu hoje, dia 20 de junho, uma elevação em sua nota de crédito soberano pela agência de rating Moody’s, passando de Baa3 para Baa2, o segundo nível dos países considerados “grau de investimento”. Importante notar que a perspectiva positiva (Positive Outlook) sobre o risco brasileiro foi mantida.

Em relatório divulgado pela agência, os principais pontos destacados foram:

• Elevada robustez da economia, refletindo seu tamanho, complexidade e diversificada base exportadora;
• Evidências de continuidade na condução das políticas macroeconômicas;
• Ativo gerenciamento da Dívida Pública, com baixa exposição à taxa de câmbio e juros, além de baixo risco de rolagem;
• Baixa susceptibilidade de crise associada à expansão do crédito ao setor privado;
• Expectativa de cumprimento das metas fiscais para o período entre 2011-2014, ocasionando queda na relação Dívida/PIB;
• Perspectiva de crescimento econômico positiva para os próximos anos.

Ainda menciona que alguns aspectos se mantêm como desafios para avanços mais significativos na classificação brasileira. Dentre eles, cabem mencionar as pressões inflacionárias associadas a períodos de crescimento acelerado e a expansão do crédito. Nesse sentido, a agência qualificadora de risco destaca que as medidas adotadas pelo governo brasileiro foram efetivas em mitigar potenciais riscos.

Além disso, diferentemente do que se verifica em outros países, o mercado de crédito está menos exposto a riscos sistêmicos capazes de afetar o balanço do governo. Em primeiro lugar, não há significativo crédito denominado em moeda estrangeira; segundo, a maioria dos empréstimos em moeda local possui taxas de juros fixas; terceiro, o mercado de hipotecas (mortgages) representa menos de 5% do PIB. Além disso, as taxas de capital mínimo exigidas dos bancos são mais altas que em outros países e a relação Crédito/PIB, apesar de crescente, ainda é relativamente pequena.

O fato dessa elevação no crédito soberano estar associada a uma perspectiva positiva sugere que uma nova melhora pode ser obtida pelo Brasil num período médio entre 12 e 18 meses. Segundo a Moody’s, isso ocorreria se a taxa de crescimento econômico se consolidar em níveis sustentáveis e se o setor público cumprir as metas fiscais às quais se submeteu formalmente para o médio prazo.

Consulte aqui o relatório completo da agência.